O setor de energia eólica no Brasil tem crescido exponencialmente, impulsionado por políticas de incentivo e financiamentos estruturados. Além disso, os fabricantes de equipamentos encontram no Credenciamento FINAME de Aerogeradores no Sistema BNDES um passo estratégico fundamental. Dessa forma, eles viabilizam a comercialização de seus produtos com condições de crédito atrativas para os parques eólicos. Inicialmente, neste artigo, detalhamos as regras, critérios e exigências de conteúdo local que o BNDES estabelece para o credenciamento de aerogeradores, com base no regulamento oficial atualizado. Tecnologias Passíveis de Credenciamento De acordo com o normativo do BNDES, o CFI (Credenciamento de Fabricantes Informatizado) credencia os aerogeradores que utilizam as seguintes tecnologias: Aerogeradores com caixa multiplicadora Aerogeradores sem caixa multiplicadora (Direct Drive) Ambas as tecnologias devem cumprir critérios rigorosos de índice de nacionalização e etapas físicas de fabricação realizadas no Brasil. Requisitos para Aerogeradores com Caixa Multiplicadora Para os equipamentos que utilizam caixa multiplicadora, o fabricante pleiteante deve cumprir etapas físicas específicas e metas de conteúdo local. Portanto, o processo exige a nacionalização de componentes-chave e a realização de montagens estratégicas em território nacional. Etapas Físicas Obrigatórias Fabricação das torres: O fabricante deve realizar essa etapa no Brasil (em unidade própria ou de terceiros), utilizando componentes internos de procedência nacional, como plataformas, escadas, suportes, guarda-corpo, eletrodutos e pelo menos 50% dos parafusos de conexão dos flanges. Fabricação das pás: O processo de transformação das matérias-primas (resina, fibra de vidro, espuma de PVC, etc.) no produto final deve ocorrer no Brasil. Montagem do cubo (hub): O fabricante realiza essa montagem a partir da peça fundida principal (carcaça) em unidade própria ou de terceiros. Montagem da nacele: O fabricante deve fazer essa montagem em unidade própria no Brasil. Nesta etapa, é obrigatória a nacionalização de no mínimo 21 itens listados no regulamento, sendo pelo menos 3 do Tipo A (como gerador, inversor, fundido do cubo) e 8 do Tipo B (como sistema de refrigeração, eixo principal, painel de proteção). Requisitos para Aerogeradores sem Caixa Multiplicadora Os aerogeradores sem caixa multiplicadora (Direct Drive) possuem exigências semelhantes, mas adaptadas à sua arquitetura tecnológica específica. Além disso, o processo foca especialmente na montagem do gerador. Etapas Físicas Obrigatórias Fabricação das torres e pás: O fabricante deve seguir as mesmas regras dos aerogeradores com caixa multiplicadora, exigindo fabricação nacional e uso de componentes internos brasileiros. Montagem do gerador: Essa etapa inclui o recebimento da base do estator, colocação das bobinas, impregnação com resina, montagem dos polos no rotor, acoplamento e testes elétricos. O processo deve ocorrer no Brasil. Montagem do cprocessos

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