O Brasil possui uma das maiores redes de metrô e ferrovias da América Latina, e o setor metroferroviário desempenha um papel estratégico no desenvolvimento da infraestrutura nacional. Para os fabricantes que atuam nesse segmento, o Credenciamento FINAME do Setor Metroferroviário no Sistema BNDES oferece uma vantagem competitiva decisiva: bancos e agentes financeiros credenciados ao BNDES podem financiar produtos credenciados, ampliando significativamente o mercado potencial. Neste artigo, detalhamos as regras, produtos elegíveis, índices de nacionalização e o sistema de níveis progressivos que o Regulamento Setorial do BNDES estabelece (vigente desde dezembro de 2021), para que fabricantes de equipamentos metroferroviários consigam credenciar seus produtos e acessar essas linhas de crédito.
Quais produtos são elegíveis ao credenciamento?
O regulamento metroferroviário do BNDES abrange especificamente os seguintes produtos, identificados por seus códigos NCM:
| NCM | Descrição |
|---|---|
| 8430.39.10 | Máquinas tuneladoras (TBM) para perfuração de túneis e galerias |
| 8601.10.00 | Locomotivas de fonte externa de eletricidade |
| 8601.20.00 | Locomotivas de acumuladores elétricos |
| 8602.10.00 | Locomotivas diesel-elétricas |
| 8602.90.00 | Outras locomotivas e locotratores |
| 8603.10.00 | Litorinas (automotoras) de fonte externa de eletricidade |
| 8603.90.00 | Outras litorinas (automotoras) |
| 8604.00.10 | Vagões autopropulsados com batedores de balastro e alinhadores de vias |
| 8604.00.90 | Outros veículos para inspeção e manutenção de vias férreas |
Atenção: os veículos para inspeção, manutenção e construção de via férrea só admitem credenciamento se forem autopropulsados. Produtos sem propulsão automotora devem seguir a Regra Geral de Credenciamento FINAME do CFI.
O sistema de níveis de nacionalização
Uma das características mais distintas do credenciamento metroferroviário é o sistema de Níveis de Nacionalização progressivos — do Nível 1 (N1) ao Nível 4 (N4). Diferentemente de outros setores, onde o índice de conteúdo local permanece fixo, no setor metroferroviário o fabricante avança gradualmente de nível à medida que aumenta a nacionalização do produto.
O credenciamento inicial exige que o produto atinja ao menos os índices mínimos do Nível 1. Para avançar de nível, o fornecedor deve comprovar previamente a capacidade de cumprir os índices do nível seguinte. Além disso, uma vez credenciado em determinado nível, o fabricante não pode regredir, exceto em casos de produtos que ficaram mais de 2 anos sem fornecimento.
Critérios de entrega: Tipo A e Tipo B
Critério Tipo A (padrão): o BNDES define o quantitativo máximo de entregas em valores absolutos para cada nível.
Critério Tipo B (opcional): o fornecedor calcula o quantitativo em termos percentuais sobre o total de unidades previstas em contrato. O fornecedor pode migrar do Tipo A para o Tipo B a qualquer momento, desde que comprove o quantitativo contratado.
Contar com processos e projetos bem estruturados é essencial para garantir o sucesso no credenciamento e na manutenção das condições exigidas em cada nível. A eficiência operacional também desempenha papel fundamental para fabricantes que buscam se destacar no mercado e aproveitar ao máximo os benefícios do credenciamento FINAME. Além disso, conhecer o código FINAME é crucial para vencer licitações públicas e ampliar as oportunidades de negócio no setor metroferroviário.
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